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sábado, 20 de novembro de 2010

''E você meio cego, meio tonto, só sabe que tem que continuar, meio sem esperança, as ilusões despedaçadas, o coração taquicárdico, língua seca, e continuando.
Vou dizendo leve, (...) vou dizendo louco (...) e vou dizendo longo sem pausa - gosto muito de você, gosto muito de você, gosto muito de você.''
Caio Fernando de Abreu

sábado, 28 de agosto de 2010

PI

Então ta, você continuou sem mim. E isso pra você é um só detalhe. Bem misero, por sinal. Misero como sua lembrança minha - se é que ela ainda existe -. Não é que eu queria que você pare. Muito pelo contrário: Pode continuar, mas me leve com você. Leve meu sorriso, meu jeito, ou até mesmo minha fragilidade. Qualquer coisa. Só para você lembrar de como nos divertimos juntos. Um dia quem sabe, você sentirá minha falta. E eu espero verdadeiramente que esse dia chegue logo, para não ser tarde demais para nós. Se for tarde, amasse uma folha qualquer de papel. Depois tente fazer com que a folha fica lisa novamente. Não vai conseguir, não é?! É assim que eu me sinto sem você. Sem poder voltar para o lugar.
Por: Mayra Scarpi

sábado, 24 de julho de 2010

Ontem chorei.

Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.
Por: Caio Fernando de Abreu

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Marcelo J.

Há tempos eu pensava que o amor não era pra mim. Que o calor de quem não sabe o que quer não tivesse intensidade suficiente para tirar a frieza de mim. Então eu te encontrei. Tão simples... tão natural. Como se tudo tivesse sido planejado. Naquele mesmo dia, nós entendemos. Pelo menos eu entendi. Entendi que distância serve apenas pra mostrar sinceridade. Se houver mesmo amor mesmo, tudo é superado. Não pense que eu não enxerguei amor, porque eu enxerguei. E vi que era demais pra mim. Mais do que eu merecia. Apesar de tudo que eu passei na vida. E tudo que de melhor você me ofereceu durante semanas, eu estraguei em uma noite. Arrependimento é pouco. Não sabes como me dói não ser o que você merece. Não ser digna de fazer você sorrir. Nem irei te culpar pela sua reação. Você tem toda a razão de ficar assim. Você também tem todo o espaço do mundo para não querer falar comigo. Eu sei que um dia você vai me envolver nos seus braços e me protejer. Que um dia faremos o mundo ao nosso redor parar com um beijo. Que um dia enquanto eu te fizer carinho você vai perceber que fui feita pra você, com quatro anos e uma semana de atraso. Te amo, meu amor.
Por: Mayra Scarpi

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Glorioso.


Foram cinco semanas. Tão longas que pareciam cinco anos. E finalmente chegou a hora de voltar a ver teu brilho. Teu brilho ofuscante por onde você passa. Teu brilho que arrasta multidões. Teu brilho que me faz te amar ainda mais. Então, você ta aqui de novo. Tão glorioso. Como tem sido a cento e dois anos. Obrigada por existir. Por me trazer tanto orgulho. VAI COM TUDO, PRA CIMA DELES!

Você, novamente.

Até três ou quatro meses depois, eu achei que minha felicidade não voltaria a fluir. Mas aos poucos, fluiu. Conheci tanta gente maravilhosa de lá pra cá graças ao espaço que você deixou no meu coração. Não amei e nem quero amar. Mas ainda assim, cedi. E antes o que eu achava que era insubstituível, se tornou banal. Tão banal que qualquer um agora pode me fazer sentir como eu me sentia como você. Qualquer abraço traz o calor do seu abraço. Qualquer lugar pode ter seu cheiro. Seu sorriso? Amarelado de tanta mentira. Como qualquer outro. E então pra que viver a base de lembranças suas? Não há necessidade disso. Não há necessidade de sofrer
Por: Mayra Scarpi

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Michael Ballack


Meu anjo bom, te necessito. De graça, da mesma forma que te amo. De graça. Só me dói ter te conhecido tão tarde. Porque se eu pudesse, carregaria esse amor comigo desde o dia que nasci. Amor tão bonito, que não quer nada em troca. Só ver teu sorriso. Sorriso iluminador, forte. Sorriso de quem lutou e de quem não para de lutar. Meu amor, não sabes da saudade que esse sorriso ta me fazendo. Saudade de você apertando a mão do outro capitão e sorrindo. Sorrindo e iluminando o estádio. Iluminando a vida. Ah meu capitão, por que você não volta? Eu não to aguentando essa dor, essa sua falta. Só quero que esse turbilhão de problemas se vá. Te quero brilhando com a camisa treze, a braçadeira de capitão alemão. Promete que vai ficar bem? Porque eu prometo te defender e te amar aonde eu esteja.