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segunda-feira, 20 de julho de 2009


Queria beijá-lo e dar-te meu coração inteiramente, queria respirar o seu ar, sentir o seu cheiro invadir os meus pulmões, queria olhar nos seus olhos e sentir a intensidade deles, doce sonho. Abri mão desse sonho, deixei-o escapar entre meus dedos, praticamente o entreguei a outra (o), não tive coragem de dizer, de lutar, de correr atras do que eu realmente queria e o que fazer? sentar e esperar, esperar que o tempo passe e alguem compre meu coração, rezando-o para que cuide dele como um diamante. Pois é, eu podia ter mudado meu destino, eu podia ter sido sua e ter te feito meu, mas fui covarde demais para isso. É tarde demais para dizer? É tarde demais para implorar uma chance? Talvez sim. Não existe conforto nenhum para a dor que consome meu ser cada vez que o vejo feliz com outra (o), saber que não sou eu que estou te fazer dar aquela sua risada gostosa, seu sorriso perfeito, me mata aos poucos. Conheço cada ponto fraco seu, conheço cada detalhe do seu corpo sem nem ao menos tê-lo um dia tocado, sei o que te faz rir, sei seus gostos e desgostos, sei mais até do que devia e tudo porque vivo de te observar, vivo de ver a sua felicidade, vivo de derrota. Vendi minha felicidade para a derrota, deixei minha alma cair, meu coração quebrar, só não morri por completo ainda porque você não deixou, clichê não? Você não deixa a sua amiga morrer, voce me segura quando eu caio mesmo não sendo meu, você me da força e carinho mesmo não sendo meu. Provavelmente eu esteja sendo profundamente ridícula por falar de sentimentos que deviam estar mortos, mas porque eu devo me importar com isso? você não é meu e talvez nunca será e as pessoas que irão ler isso, pelo menos terão algo para se distrair, afinal, elas se divertem pisando nos sentimentos fracassados dos outros né? Agora você sabe como a história termina, você nos braços da garota que você ama, e eu contemplando uma felicidade que poderia - ou não - ter sido minha. - por Débora Alves;

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