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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Não me recrimine por eu ser do jeito que sou – não mudo e não ouse contestar. Eu esqueço das coisas, não ligo muito para nada, gosto de ficar no meu quarto bagunçado, às vezes esqueço que o mundo existe, guardo rancor por carência, não tenho mais vontade de fazer amizades e quero perder algumas que tenho, odeio ter que gravar as coisas e não deixe nada em minha responsabilidade, amo minha preguiça, adoro imaginar meu futuro e espero ansioso em logo vê-lo, acho uma afronta quando não sou valorizado pelo que faço, não suporto que me apresse e me acorde (deixe que o meu sono acorde sozinho), não mudo meu ponto de vista, tenho certo prazer em pecar e depois eu me arrependo como se fosse cristão, eu tenho um enorme apresso por frio (o inverno me encanta), tenho também vontade de sumir pro Alaska e congelar no tempo e nunca mais voltar (esquecendo de tudo). Prefiro ficar só e acredito que nesta vida essa é uma das minhas lições (aprender a ser só), não me prometa nada que não for cumprir e não me peça para lhe prometer muita coisa, não faço longas cartas pra ninguém e o amor em meu coração é subitamente glacial. Posso estar aqui hoje – afirmando que te amo, mas posso acordar amanhã cedo de malas prontas e afirmando que preciso mudar. Eu sou assim: preciso de liberdade. Eu não me prendo a nada e nada me prende; portanto se quer fazer parte da minha vida costume-se com isto. Por: Thomas Ronald

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